
Apesar do fim de uma parceria estratégica com a L3Harris no ano passado, a Embraer continua a promover agressivamente o seu cargueiro-tanque KC-390 Millennium como a solução ideal para as futuras necessidades de mobilidade aérea dos Estados Unidos.
A empresa argumenta que a aeronave se encaixa perfeitamente no novo conceito de combate da USAF, que prioriza operações em bases aéreas remotas e improvisadas. Para fortalecer sua proposta, a Embraer destacou que mais de metade dos componentes do jato já são fabricados nos EUA, tornando-o compatível com as leis de compras governamentais americanas.
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A fabricante brasileira tem acumulado credenciais para sua campanha. A aeronave, que completa dez anos de voo, já é utilizada por onze países, incluindo nações da OTAN. Recentemente, uma turnê de demonstrações nos Estados Unidos mostrou a versatilidade do KC-390 em missões que variaram de resposta a desastres a operações espaciais.
Um teste bem-sucedido com um lançador de foguetes HIMARS do Exército americano comprovou sua capacidade de operar em cenários de guerra modernos, deslocando-se rapidamente de pistas curtas e austera.

O desafio, no entanto, é significativo. A USAF planeja manter sua frota de tanqueiros KC-135 em serviço até a década de 2050, embora admita a necessidade de um programa de modernização. O futuro substituto de longo prazo será o sistema NGAS (Next-Gen Air Refueling System), ainda não selecionado. A Embraer vê uma janela de oportunidade nessa transição, argumentando que a futura guerra exige ativos multimissão, táticos e de menor custo, como o KC-390, capazes de operar a partir de locais onde a infraestrutura tradicional não existe. A empresa sinaliza que até mesmo financiaria o desenvolvimento de uma sonda de reabastecimento, essencial para os caças americanos, se houver interesse concreto da Força Aérea.
Fonte: The War Zone | Foto: X @embraer | Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial
