
O último U-2 produzido pela Lockheed voltou a voar após 17 anos no solo. O avião, número 80-1099, havia sido gravemente danificado em 2008, quando um incêndio causado por hidrazina ocorreu durante manutenção na Base Aérea de Al Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos.
Depois de anos sem sucesso em tentativas de reparo, a aeronave foi enviada para Palmdale, Califórnia, onde passou por um processo de reconstrução e realizou seu primeiro voo de teste em agosto de 2025.
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O modelo tem uma longa trajetória de serviço, incluindo operações durante a Guerra do Golfo e missões em bases no Reino Unido, Coreia do Sul e Oriente Médio. Considerado peça importante na coleta de inteligência, o U-2 pode alterar suas rotas em pleno voo, algo impossível para satélites. Além disso, transporta mais carga útil que o RQ-4 Global Hawk, inicialmente planejado como substituto, e ainda cumpre funções que aeronaves não tripuladas classificadas, como o suposto RQ-180, não podem desempenhar em locais de visibilidade pública.
Apesar de ter sido modernizada e poupada da aposentadoria em anos anteriores, a frota U-2 segue com retirada prevista para 2026. O retorno do 80-1099, no entanto, levanta dúvidas sobre uma possível extensão de sua vida útil, já que mudanças nos rumos da defesa norte-americana podem adiar ou até mesmo reverter o fim das operações da icônica “Dragon Lady”.
Fonte: The Aviationist | Foto: X @zaphod58 | Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial
XRAY77, 80-1099 making its first flight since being damaged in 2008 and spending years as a ground trainer before being repaired. pic.twitter.com/JO4vcJ9IEn
— Steven Fortson (@zaphod58) August 23, 2025
