
A Rússia está conduzindo alguns testes de seu novo interceptador de drones, o Arkhangel, na região da fronteira de Kursk, de acordo com declarações do chefe da iniciativa de drones voluntários associada ao projeto.
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Conforme relatou o Defence Blog, o sistema está sendo apresentado como uma resposta às aeronaves não tripuladas ucranianas que operam tanto na linha de frente quanto em áreas de retaguarda dentro da Rússia.
O anúncio foi feito por Mikhail Filippov, que lidera a iniciativa nacional conhecida como “Arkhangel“, que começou como uma rede de escolas de treinamento para pilotos de drones.
Segundo Filippov, equipes de interceptação recém-formadas e equipes móveis de radar já foram enviadas para a região de Kursk para realizar testes operacionais do novo equipamento.
Ele explicou que a estrutura da aeronave “Arkhangel” foi projetada para atuar como interceptora, apoiando e expandindo a rede de defesa aérea da Rússia.
Filippov enfatizou que o drone não possui equivalente em termos de combinação de velocidade e alcance, e foi criado para fortalecer as defesas existentes, e não para substituí-las.
De acordo com Filippov, as forças ucranianas utilizam drones de reconhecimento para procurar brechas nos sistemas de defesa aérea russos. Drones de ataque seguem esses voos de reconhecimento, tentando atacar infraestruturas, centros de logística ou posições militares.
Entretanto, os drones ucranianos são bem mais baratos em comparação com as armas russas que normalmente são usadas para abatê-los, então essa abordagem não é sustentável para a Rússia, segundo ele.
E é aí que entra o Arkhangel, uma alternativa mais acessível que foi projetada para solucionar esse desequilíbrio econômico, interceptando drones antes que eles alcancem alvos valiosos.
Segundo Filippov, o drone é capaz de voar a velocidades em torno de 360 quilômetros por hora e operar em alcances de até 50 quilômetros. Drones de reconhecimento ucranianos, afirmou ele, normalmente voam a aproximadamente metade dessa velocidade.
Deste modo, equipes móveis equipadas com radar podem rastrear drones que se aproximam e guiar o interceptador para persegui-los em áreas abertas, longe de infraestruturas e assentamentos povoados, onde podem ser destruídos sem riscos adicionais.
Filippov argumentou que ambos os lados na guerra chegaram à mesma conclusão: o resultado final dependerá de qual lado conseguir implantar novas tecnologias antidrone mais rapidamente e em maior número.
Foto: Telegram. Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial.
