Conheça a Horizon, aeronave com formato futurista que pode revolucionar a aviação

Conheça a Horizon, aeronave com formato futurista que pode revolucionar a aviação
Conheça a Horizon, aeronave com formato futurista que pode revolucionar a aviação (Foto: Natilus)

A Natilus, empresa americana de aviação, apresentou a Horizon, uma aeronave com formato futurista que promete revolucionar o mercado.

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Com o aumento das preocupações com gasto de combustível, a Horizon chega como uma alternativa para os atuais Boeing 737 e Airbus A320.

Projetada para transportar cerca de 200 passageiros, a Horizon voa com metade das emissões e 30% menos combustível do que as aeronaves que planeja competir.

“O mercado de veículos de carroceria estreita, que é exatamente onde o Horizon se encaixa, será o maior mercado nos próximos 20 anos”, afirmou Aleksey Matyushev, CEO e cofundador da Natilus, à CNN.

Com todos os desafios que a indústria está enfrentando, pela primeira vez na história, acredito que existe uma oportunidade de construir um avião semelhante (ou equivalente) a um Boeing ou Airbus.”

Segundo Matyushev, o design de asa integrada à fuselagem teve origem na década de 1990, desenvolvido pela McDonnell Douglas, uma importante fabricante aeroespacial americana que se fundiu com a Boeing em 1997.

Conheça a Horizon, aeronave com formato futurista que pode revolucionar a aviação
(Foto: Natilus)

Mas, apesar de ter estudado o conceito, a Boeing nunca chegou a comercializar uma aeronave do tipo. “Um dos desafios do projeto de asa integrada à fuselagem é a estabilidade e o controle. Acho que foi aí que a McDonnell Douglas e a Boeing realmente tropeçaram: como estabilizar a aeronave?”, explicou.

Uma maneira de alcançar a estabilização, segundo ele, é por meio de sistemas complexos de controle de voo. Neste caso, computadores que causaram problemas com o Boeing 737 Max, afirmou Matyushev.

A outra opção é a aerodinâmica, que foi o caminho escolhido pela Natilus. Esse novo formato traz consigo algumas vantagens cruciais, segundo Matyushev.

“Há uma redução de 30% no arrasto, mas, ao mesmo tempo, é possível diminuir o peso da aeronave para acomodar a mesma quantidade de passageiros ou carga, o que é bastante único”, disse ele.

“Com um avião pequeno, você tem motores menores, que consomem menos combustível. Então, quando você junta os dois, começa a haver uma redução (nas emissões) por assento de passageiro em cerca de 50%.”

Além disso, o formato único fornecido pela fuselagem mais larga também oferece um leque de possibilidades de layout a bordo. “Temos cerca de 30% mais espaço interno do que um avião tradicional”, explicou Matyushev.

“Então, o que eu acho que muitos dos nossos clientes estão pensando é em uma experiência de passageiro aprimorada. Vocês poderiam reabrir o lounge? Existem outros espaços no avião que poderiam ser adaptados para voos longos?”

Conheça a Horizon, aeronave com formato futurista que pode revolucionar a aviação
(Foto: Natilus)

Vale ressaltar que, mesmo com seu formato único, a Horizon foi projetada para caber em qualquer lugar onde um Boeing 737 ou um Airbus A320 caberiam, sem exigir nenhuma alteração na infraestrutura aeroportuária.

A aeronave, no entanto, não trará inovações quando o assunto é tecnologia de motores, deixando de lado opções elétricas ou a hidrogênio. “Nunca coloque um motor novo em um avião novo. Isso é muito arriscado”, argumentou Matyushev.

Atualmente, a Natilus está trabalhando em um protótipo em tamanho real da Horizon e espera-se que o projeto saia do papel até 2030, mas especialistas destacaram que a empresa pode enfrentar alguns desafios para conseguir as certificações necessárias para a Horizon com as autoridades em aviação.

“O desafio para qualquer projeto totalmente novo sempre foi o enorme custo inicial para desenvolvê-lo e certificá-lo”, explicou Gary Crichlow, analista de aviação da Aviation News Limited.

Segundo ele, até mesmo modelos convencionais como o Boeing 737 Max e o 777-X, o AirBus A321neo XLR e o Comac C919 estão enfrentando “atrasos regulatórios significativos em relação aos cronogramas originais de seus fabricantes”.

“Com um design tão diferente quanto a fuselagem de asa integrada, eu esperaria que os órgãos reguladores fossem ainda mais cautelosos”, acrescentou Crichlow.

Fotos: Natilus. Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial.

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