
Especialistas britânicos alertaram que o Reino Unido precisa manter financiamento total e foco estratégico em seu Programa Global de Combate Aéreo (GCAP) para enfrentar os riscos crescentes representados pela cooperação militar entre Rússia e China.
Durante audiência na Câmara dos Lordes, a doutora Sophy Antrobus, do King’s College London, afirmou que abandonar o desenvolvimento conjunto de caças deixaria o país em desvantagem dentro da OTAN, sem alternativas viáveis para sustentar sua força aérea de próxima geração.
+Estresse nas estradas: 75% dos motoristas de vans recusaram trabalho por questões de saúde mental
+Noruega recebe € 375 milhões da NHIndustries por helicópteros NH90 defeituosos
O analista Justin Bronk, do Royal United Services Institute, classificou a próxima década como um “período crítico de risco”, em meio à expansão militar russa e à necessidade de os países europeus reduzirem a dependência dos Estados Unidos em possíveis conflitos. Ele estimou que o GCAP deve custar entre 104 a 130 bilhões de dólares até 2030, investimento que, segundo ele, fortalecerá tanto a segurança quanto a economia britânica, com retorno significativo para a indústria nacional.
Bronk destacou ainda que o Japão deve liderar os avanços tecnológicos do projeto, dada sua proximidade com a China, cuja força aérea é hoje muito superior à da Rússia. Ele alertou que, nas próximas décadas, os aliados da OTAN poderão enfrentar forças russas equipadas com armas e sensores chineses, e que um conflito envolvendo um desses países pode facilmente estimular a ação do outro. Para ele, o GCAP e o rearmamento europeu precisam ser tratados como prioridades estratégicas para garantir a dissuasão diante dessas ameaças combinadas.
Fonte: UK Defence Journal | Foto: X @GlobalCombatAir | Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial
