
O conflito interno em Mianmar ganhou uma nova dimensão tecnológica após rebeldes do Exército da Independência de Kachin (KIA) iniciarem ataques contra helicópteros da junta militar utilizando drones de ataque do tipo FPV (First Person View).
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Um vídeo divulgado por analistas da War Noir mostra um desses drones atingindo a área do rotor principal de um helicóptero Mi-17, utilizado pelas forças armadas do país. A precisão do ataque e o uso crescente dessa tática podem obrigar a junta a repensar o uso de sua aviação em zonas de conflito.
A Força Aérea de Mianmar recebeu 21 helicópteros Mi-17 novos da Rússia entre 1995 e 2013, e outros 12 helicópteros de ataque Mi-24PM entre 2010 e 2019. As aeronaves são cruciais para o transporte de tropas e suprimentos em regiões controladas por forças rebeldes.
Segundo especialistas, os ataques com drones FPV representam uma ameaça direta à mobilidade aérea da junta, podendo levar ao reposicionamento das bases aéreas e à adoção de novas medidas de segurança e precaução durante voos em áreas hostis.

Além dos drones FPV, os rebeldes já haviam empregado anteriormente veículos aéreos não tripulados armados com foguetes não guiados. Há também registros do uso de sistemas portáteis de mísseis antiaéreos FN-6, de fabricação chinesa, aumentando ainda mais a vulnerabilidade da aviação da junta.
O Exército da Independência de Kachin está entre os grupos armados que resistem ao golpe militar de 2021, quando a conselheira de Estado Aung San Suu Kyi, o presidente Win Myint e outros líderes eleitos democraticamente foram depostos e presos. Os militares alegaram fraude nas eleições, apesar das negativas da comissão eleitoral.
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O uso de tecnologia de drones em Mianmar reflete uma tendência crescente em conflitos assimétricos, onde forças insurgentes adotam táticas inovadoras para desafiar o poder militar convencional.
Fonte e imagens: Militarnyi | X @war_noir | Telegram @roe_russia. Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial.
