
A demanda por voos de jatinhos particulares para fora do Oriente Médio aumentou muito desde o início dos conflitos no Oriente Médio, revelou a CNN.
Segundo o relato, a guerra, que começou em 28 de fevereiro como resultado de uma operação conjunta EUA-Israel que matou o aiatolá Ali Khamenei em sua residência em Teerã, causou a paralisação parcial de aeroportos na região devido aos ataques de mísseis e ataques de drones em andamento.
Essa foi a maior perturbação de espaço aéreo no Golfo Pérsico desde a pandemia do Covid-19, segundo a CNN. Por conta disso, ultrarricos têm gastado milhares de dólares para conseguir voos de jatinhos particulares para sair do Oriente Médio e fugir dos conflitos em andamento.
“A demanda por fretamento privado aumentou materialmente nos últimos dias, à medida que os horários das companhias aéreas comerciais em partes da região se tornaram limitados ou não confiáveis”, disse John Matthews, presidente e fundador da empresa de jatos particulares AirX, à CNN na terça-feira (10).
“Estamos vendo pedidos de famílias de patrimônio líquido ultra-alto, corporações multinacionais que mudam executivos seniores e grupos maiores, como equipes esportivas e produções em turnê, que ainda precisam se mover juntos”, acrescentou ele.
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Bernardus Vorster, CEO da empresa privada de fretamento SHY Aviation, disse à CNN que, em um dia normal, há cerca de 10 a 15 voos de jatos particulares saindo de Muscat, capital do Omã, de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e de Riade, capital da Arábia Saudita, mas esse número aumentou para 98 na quarta-feira da semana passada.
Com o aumento da demanda, o número limitado de aeronaves disponíveis e os custos de seguro mais altos, os preços também saltaram para valores mais altos do que o normal, segundo Vorster, assim como o fato de que os aviões retornam à região vazios na grande maioria dos casos, o que significa que os clientes pagam pelas duas partes da viagem.
Uma viagem de cinco horas de Muscat para Istambul, que transportou um grupo de 12 pessoas e seus cães para a capital da Turquia, custou US$ 145.000. O mesmo voo teria custado cerca de US$ 60.000 antes do conflito, um aumento equivalente a 142%, segundo Vorster.
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