Tarifa de 25% sobre carros importados pode elevar preços e gerar crise no setor automotivo dos EUA (Freepik)
Os Estados Unidos implementarão uma tarifa de 25% sobre carros e peças automotivas importadas a partir de 3 de abril, afetando veículos completos e componentes fabricados no exterior, mesmo que usados em fábricas americanas.
+Submarino russo dispara mísseis Kalibr no Mar do Japão durante exercício militar
+Novos vídeos revelam detalhes do misterioso caça chinês Chengdu J-36
A medida, anunciada pelo presidente Trump, preocupa montadoras, que preveem aumento nos preços dos veículos e impactos negativos na produção. Como metade dos carros vendidos nos EUA são importados e a cadeia de suprimentos automotiva depende de peças estrangeiras, os efeitos exatos da tarifa ainda são incertos.
Os preços dos carros devem subir, mas não necessariamente em 25%, já que a tributação incidirá apenas sobre partes não fabricadas nos EUA. Empresas do setor já registraram queda nas ações, e a mudança pode desorganizar o modelo de produção “just-in-time”, que opera com margens reduzidas.
O sindicato United Auto Workers apoia a tarifa, argumentando que ela incentivará a fabricação doméstica e criará empregos nos EUA, mas a construção de novas fábricas leva tempo, gerando desafios no curto prazo.
Além disso, países como México, Canadá, Reino Unido e União Europeia começaram a retaliar com tarifas sobre produtos americanos. A tarifa de 25% sobre caminhonetes leves, existente desde os anos 1960, agora pode impactar modelos fabricados no México.
O governo já adiou tarifas no passado, e ainda não está claro como lidará com as reações do mercado e a possibilidade de ajustes futuros. O cenário imediato é de incerteza e potencial turbulência no setor automotivo.
Fonte: Car and Driver | Foto: Freepik | Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial
