
O governo de Cuba anunciou que seus guardas de fronteira trocaram tiros com uma lancha registrada nos EUA na costa cubana, matando quatro pessoas e ferindo outras seis.
Segundo relato do The New York Times, o anúncio foi feito em um comunicado divulgado na quarta-feira (25) pelo Ministério do Interior de Cuba, que disse que a lancha, vinda da Flórida, se aproximou a uma milha náutica de Cayo Falcones, na província de Villa Clara.
Quando o barco cubano se aproximou do navio dos EUA para identificação, as pessoas a bordo da lancha supostamente atiraram neles. Segundo a CBS News, o comandante do navio cubano foi ferido na troca de tiros.
Quatro pessoas foram mortas e seis ficaram feridas “como resultado do confronto”, diz o comunicado. Ainda de acordo com a declaração, os feridos foram “evacuados e receberam atendimento médico”.
“Foi constatado que a lancha neutralizada, com registro da Flórida FL7726SH, transportava 10 indivíduos armados que, segundo depoimentos preliminares dos detidos, pretendiam realizar uma infiltração com fins terroristas”, afirmou o Ministério do Interior no comunicado.
Segundo o The Times, um funcionário dos EUA disse que o barco civil dos EUA fazia parte de uma flotilha envolvida em ajudar a tirar membros da família de Cuba.
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“Diante dos desafios atuais, Cuba reafirma seu compromisso de proteger suas águas territoriais, com base no princípio de que a defesa nacional é um pilar fundamental para o estado cubano na salvaguarda de sua soberania e estabilidade na região”, ainda diz a declaração do Ministério do Interior.
Após tomar ciência do ocorrido, a deputada da Flórida, María Elvira Salazar, disse no X que estava “monitorando de perto relatos de que as forças do regime cubano abriram fogo contra uma lancha com registro na Flórida, deixando quatro mortos e seis feridos”.
Também no X, o Procurador-Geral da Flórida, James Uthmeier, escreveu que instruiu o Escritório de Ministério Público Estadual a “trabalhar com nossos parceiros federais, estaduais e de aplicação da lei para iniciar uma investigação”.
“Não se pode confiar no governo cubano, e faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para responsabilizar esses comunistas”, escreveu ele na rede social.
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