
Após dias de incerteza e pressão política em Lima, relatos da imprensa peruana indicam que o governo de transição voltou atrás e fechou, sob reserva, a compra inicial de 12 caças F-16 Block 70 para a Força Aérea do Peru.
Segundo fontes ligadas à Força Aérea do Peru e reportagens publicadas no país, o governo peruano assinou na tarde de 20 de abril o contrato para a aquisição dos primeiros caças F-16 Block 70, em um movimento que recoloca em marcha o programa de reequipamento da aviação de combate do país. A assinatura teria ocorrido de forma reservada, sem anúncio oficial imediato, depois de dias de indefinição em torno do processo.
A reviravolta ocorre pouco depois de o presidente interino José María Balcázar ter declarado que preferia deixar a decisão sobre a compra de 24 aeronaves para o próximo governo, alegando que uma administração de transição não deveria assumir um compromisso dessa dimensão. A posição gerou forte repercussão política e militar no Peru, além de reações de setores que defendiam a conclusão imediata do negócio.
De acordo com as informações publicadas até agora, o primeiro contrato estaria enquadrado na autorização americana para uma possível venda militar ao Peru. Em setembro de 2025, a DSCA, agência ligada ao governo dos Estados Unidos, informou que Lima havia solicitado 12 F-16 Block 70 em um primeiro lote — dez F-16C monopostos e dois F-16D bipostos — dentro de uma operação estimada em US$ 3,42 bilhões, valor que também contemplava um segundo lote de mais 12 aeronaves.
O pacote aprovado pelos Estados Unidos inclui ainda 14 motores F110-GE-129, radares AESA AN/APG-83, sistemas de missão, equipamentos de navegação, pods de designação AN/AAQ-28 Litening, recursos de guerra eletrônica, treinamento técnico, suporte logístico e armamentos ar-ar de curto e médio alcance, como os AIM-9X Block II e AIM-120C-8. A composição reforça que a negociação vai além da entrega das aeronaves e abrange a estrutura necessária para colocar a nova frota em operação.

Embora os detalhes finais do documento assinado ainda não tenham sido divulgados oficialmente, a eventual confirmação do acordo representa um passo decisivo para a substituição dos antigos caças da Força Aérea do Peru e para a retomada de um dos programas militares mais relevantes do país nos últimos anos. Até aqui, porém, os relatos disponíveis indicam que o processo segue cercado de reserva e sem comunicado formal das autoridades peruanas ou da Lockheed Martin.
Fonte e imagens: pucara.org | Força Aérea dos EUA. Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial.
