Peru avança na renovação da frota e teria assinado contrato pelos primeiros F-16 Block 70

F-16 Block 70 da Real Força Aérea do Bahrein pousa na Base Aérea de Edwards, na Califórnia, em 28 de março. (Foto cortesia do Escritório de Assuntos Públicos da 412ª Ala de Testes, Força Aérea dos EUA)
F-16 Block 70 da Real Força Aérea do Bahrein pousa na Base Aérea de Edwards, na Califórnia, em 28 de março. (Foto cortesia do Escritório de Assuntos Públicos da 412ª Ala de Testes, Força Aérea dos EUA)

Após dias de incerteza e pressão política em Lima, relatos da imprensa peruana indicam que o governo de transição voltou atrás e fechou, sob reserva, a compra inicial de 12 caças F-16 Block 70 para a Força Aérea do Peru.

Segundo fontes ligadas à Força Aérea do Peru e reportagens publicadas no país, o governo peruano assinou na tarde de 20 de abril o contrato para a aquisição dos primeiros caças F-16 Block 70, em um movimento que recoloca em marcha o programa de reequipamento da aviação de combate do país. A assinatura teria ocorrido de forma reservada, sem anúncio oficial imediato, depois de dias de indefinição em torno do processo.

A reviravolta ocorre pouco depois de o presidente interino José María Balcázar ter declarado que preferia deixar a decisão sobre a compra de 24 aeronaves para o próximo governo, alegando que uma administração de transição não deveria assumir um compromisso dessa dimensão. A posição gerou forte repercussão política e militar no Peru, além de reações de setores que defendiam a conclusão imediata do negócio.

De acordo com as informações publicadas até agora, o primeiro contrato estaria enquadrado na autorização americana para uma possível venda militar ao Peru. Em setembro de 2025, a DSCA, agência ligada ao governo dos Estados Unidos, informou que Lima havia solicitado 12 F-16 Block 70 em um primeiro lote — dez F-16C monopostos e dois F-16D bipostos — dentro de uma operação estimada em US$ 3,42 bilhões, valor que também contemplava um segundo lote de mais 12 aeronaves.

O pacote aprovado pelos Estados Unidos inclui ainda 14 motores F110-GE-129, radares AESA AN/APG-83, sistemas de missão, equipamentos de navegação, pods de designação AN/AAQ-28 Litening, recursos de guerra eletrônica, treinamento técnico, suporte logístico e armamentos ar-ar de curto e médio alcance, como os AIM-9X Block II e AIM-120C-8. A composição reforça que a negociação vai além da entrega das aeronaves e abrange a estrutura necessária para colocar a nova frota em operação.

Um F-16C Fighting Falcon do 85º Esquadrão de Testes e Avaliação dispara um míssil ar-ar AIM-120 Advanced Medium-Range Air-to-Air Missile (Foto da Força Aérea dos EUA por Senior Airman Joshua Hoskins)
Um F-16C Fighting Falcon do 85º Esquadrão de Testes e Avaliação dispara um míssil ar-ar AIM-120 Advanced Medium-Range Air-to-Air Missile (Foto da Força Aérea dos EUA por Senior Airman Joshua Hoskins)

Embora os detalhes finais do documento assinado ainda não tenham sido divulgados oficialmente, a eventual confirmação do acordo representa um passo decisivo para a substituição dos antigos caças da Força Aérea do Peru e para a retomada de um dos programas militares mais relevantes do país nos últimos anos. Até aqui, porém, os relatos disponíveis indicam que o processo segue cercado de reserva e sem comunicado formal das autoridades peruanas ou da Lockheed Martin.

Fonte e imagens: pucara.org | Força Aérea dos EUA. Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial.

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