OTAN amplia produção de armas dos EUA na Europa com fábrica de ATACMS na Alemanha

OTAN amplia produção de armas dos EUA na Europa com fábrica de ATACMS na Alemanha
OTAN amplia produção de armas dos EUA na Europa com fábrica de ATACMS na Alemanha (X @RheinmetallAG)

A OTAN anunciou uma ampla iniciativa para expandir a produção de armamentos de origem norte-americana em território europeu, reforçando a capacidade industrial da aliança e reduzindo a dependência das fábricas dos Estados Unidos.

Durante a cúpula realizada em Ancara, governos e empresas dos dois lados do Atlântico firmaram novos acordos de cooperação para fabricar ou manter em operação sistemas como o tanque M1 Abrams, os mísseis ATACMS, AMRAAM, Stinger, Barracuda-500M e as bombas guiadas Small Diameter Bomb (SDB).

Um dos principais anúncios foi a parceria entre a Lockheed Martin e a Rheinmetall para instalar, na cidade alemã de Unterlüß, a primeira linha de produção do míssil balístico ATACMS fora dos Estados Unidos. A futura fábrica será integrada ao complexo industrial da Rheinmetall, que já passa por uma grande expansão voltada à fabricação de munições e outros sistemas militares. A expectativa é que a iniciativa amplie a oferta do armamento para os países da OTAN e para a Ucrânia, aliviando a pressão sobre a capacidade produtiva norte-americana.

Além da produção de armamentos, a aliança também apresentou novas coalizões internacionais de compras, permitindo que diversos países coordenem a aquisição de equipamentos militares e fortaleçam a indústria de defesa europeia. Empresas como Boeing, Raytheon, General Dynamics Land Systems, Anduril, Diehl, Kongsberg, PGZ e Rheinmetall participarão das iniciativas, que buscam aumentar a produção de sistemas considerados essenciais para a segurança do bloco diante da crescente demanda por armamentos.

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Como parte da estratégia de longo prazo, a OTAN lançou ainda os programas NATO Engine e NATO Front Door for Industry. O primeiro criará uma rede de fábricas e instalações industriais compartilhadas para ampliar rapidamente a produção de equipamentos militares, enquanto o segundo funcionará como uma plataforma única para conectar empresas de defesa a oportunidades de contratos, inovação e cooperação dentro da aliança. Segundo a OTAN, as medidas visam acelerar a reposição dos estoques militares, ampliar a capacidade industrial dos aliados e fortalecer a autonomia da Europa para responder aos desafios de segurança dos próximos anos.

Fonte: Defence Blog / UK Defence Journal | Foto: X @RheinmetallAG | Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial

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