
Para quem está cansado de cabines repletas de telas, o novo Bugatti Tourbillon chega como um refresco pela quantidade de botões físicos no painel.
Indo na contramão de muitas montadoras de carros de luxo, a Bugatti manteve o caminho analógico no novo Tourbillon. Seu conjunto de instrumentos foi desenvolvido em colaboração com a empresa suíça Concepto, especialista em movimentos mecânicos de relógios altamente complexos.
O nome do carro, inclusive, reforça esse conceito. No francês, o “tourbillon”é um mecanismo de fabricação de relógios patenteado em 1801 para neutralizar desvios de cronometragem causados pela gravidade. Por isso, a escolha foi clara: nada de telas. No lugar, fica um display mecânico pensado para durar por décadas a fio.

O painel de instrumentos consiste em mais de 650 peças individuais e foi montado à mão pela Concepto usando técnicas tradicionais de alta relojoaria. Esse processo foi detalhado em um episódio da série de documentários da Bugatti A New Era.
A construção incluiu métodos de acabamento intrincados, componentes usinados com precisão e montagem manual meticulosa. Mas, talvez o maior desafio técnico do Tourbillon tenha sido integrar montagens mecânicas com componentes eletrônicos.

+ Trump pode acabar com sistema start-stop dos carros ao reverter política da era Obama
Placas de circuito, sensores e elementos de LED tiveram que ser incorporados a uma arquitetura originalmente enraizada em relógios puramente mecânicos. Entretanto, ferramentas de relojoaria padrão se mostraram inadequadas devido ao tamanho das peças. Então, foi necessário desenvolver processos de fabricação especializados.
Para as superfícies visíveis, os clientes podem escolher entre técnicas decorativas como Clous de Paris, padrões de guilloché e texturas de tapeçaria, elementos clássicos do design tradicional de relógios. Os materiais incluem aventurina e vários acabamentos metálicos.

A personalização é realizada usando peças de amostra física, em vez de depender apenas de renderizações digitais, permitindo que os clientes avaliem o efeito visual e a qualidade tátil dos materiais em primeira mão.
Apesar do foco mecânico, o sistema atende às exigências de um veículo moderno de alto desempenho. Ele une mostradores analógicos à captura e ao processamento eletrônico de dados, criando uma solução que combina tradição e inovação tecnológica.

Fotos: Bugatti. Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial.
