
A Marinha dos Estados Unidos pretende tornar as armas de energia dirigida, especialmente lasers, o principal meio de defesa de curto alcance de seus navios de guerra.
O chefe de operações navais, almirante Daryl Caudle, afirmou que essa tecnologia oferece vantagens estratégicas importantes, como “carregador praticamente infinito”, menor dependência de munições tradicionais e maior flexibilidade para priorizar armamentos ofensivos.
Atualmente, a frota utiliza sistemas como o ODIN e o HELIOS, instalados em destróieres da classe Arleigh Burke. O HELIOS, com potência de 60 quilowatts, já é capaz de danificar drones e pequenas embarcações, além de cegar sensores inimigos. No entanto, a Marinha planeja avançar para lasers muito mais potentes, entre 300 e 600 quilowatts, e estuda até a adoção de armas a laser da classe megawatt nos futuros grandes combatentes de superfície da classe Trump.
Segundo Caudle, o principal desafio não é gerar potência, mas adaptar esses sistemas ao ambiente naval, que impõe limitações de espaço, resfriamento, fornecimento de energia e resistência às condições climáticas e à água salgada. A umidade, a dispersão do feixe e a necessidade de óticas altamente sensíveis ainda reduzem a eficácia dos lasers em determinadas situações, atrasando sua aplicação em larga escala.
+Drone atinge petroleiro Delta Harmony perto de Novorossiysk e causa incêndio no convés
Mesmo assim, a Marinha vê essas armas como essenciais diante do crescimento das ameaças de drones e mísseis. Além dos lasers, sistemas de micro-ondas de alta potência também estão em desenvolvimento para reforçar a defesa naval. Para Caudle, a incorporação definitiva da energia dirigida é inevitável e estratégica, embora reconheça que a Marinha ainda precise superar barreiras técnicas e industriais para transformar essa visão em uma capacidade plenamente operacional.
Fonte: The War Zone | Foto: X @TruthNotControl | Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial
