
A Marinha dos Estados Unidos concedeu um contrato de US$ 418,5 milhões à empresa NorthStar Maritime Dismantlement Services para desmontar, reciclar e realizar o descarte do antigo USS Enterprise (CVN-65), o primeiro porta-aviões movido a energia nuclear do mundo.
De acordo com um relato do site Defence Blog, o trabalho será realizado em Mobile, no Alabama, com previsão de conclusão até setembro de 2030.
Conhecido como “Big E“, o USS Enterprise entrou em serviço em 1961 e foi o único porta-aviões já construído pela Marinha americana equipado com oito reatores nucleares.
Durante seus 51 anos de operação, o navio participou de alguns dos principais eventos militares dos Estados Unidos, incluindo a crise dos mísseis de Cuba, operações durante a Guerra do Vietnã e missões no Oriente Médio após os ataques de 11 de setembro.
O porta-aviões foi retirado de serviço em 2012, e seu combustível nuclear foi removido em 2017. Desde então, a embarcação permaneceu armazenada enquanto a Marinha avaliava a melhor forma de realizar sua desmontagem, uma tarefa considerada extremamente complexa devido aos seus oito reatores e aos materiais radioativos envolvidos.
+ Vídeo: Mulher dirige por 30 minutos e recebe aviso de que chave do carro ficou para trás
A possibilidade de transformar o Enterprise em um navio-museu chegou a ser considerada, mas a Marinha concluiu que a conversão seria inviável devido à integração dos reatores nucleares à estrutura do navio e aos desafios de segurança.
Em 2021, a embarcação chegou a ser reconhecida como Marco Histórico Nuclear pela American Nuclear Society, em razão de sua importância para a história da propulsão nuclear naval.
A NorthStar já havia vencido uma licitação anterior para o serviço, avaliada em US$ 536,7 milhões, mas o processo foi contestado por outra empresa após um problema técnico no sistema de envio de propostas do governo americano.
Um tribunal determinou a reabertura da concorrência, e a nova licitação acabou reduzindo o valor final do contrato em mais de US$ 118 milhões.
Durante o processo de desmontagem, materiais comuns, como aço, serão reciclados, enquanto resíduos perigosos e de baixa radioatividade serão encaminhados para instalações licenciadas.
Parte do aço recuperado poderá ser reaproveitada na construção do futuro USS Enterprise (CVN-80), um porta-aviões da classe Gerald R. Ford que herdará o nome histórico.
O desmantelamento do CVN-65 também servirá como referência para a aposentadoria dos atuais porta-aviões da classe Nimitz, que futuramente precisarão passar por um processo semelhante.
A Marinha americana considera a operação um teste fundamental para desenvolver métodos mais seguros e econômicos de retirar de serviço sua frota de grandes navios nucleares.
Foto: Reprodução / Defence Blog. Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial.
