
Líder norte-coreano visitou uma instalação da Administração de Mísseis e cobrou expansão industrial para abastecer unidades avançadas das Forças Armadas da RPDC.
O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, determinou um aumento de 2,5 vezes na capacidade de produção de mísseis balísticos e de cruzeiro destinados a unidades avançadas das Forças Armadas do país. A ordem foi dada durante uma visita a uma instalação industrial ligada à Administração de Mísseis, segundo informações divulgadas pela agência estatal norte-coreana KCNA.

De acordo com o relato oficial, a ampliação faz parte de um plano quinquenal para elevar gradualmente os indicadores de produção até alcançar a meta prevista no quinto ano. Kim afirmou que a demanda por mísseis deve crescer conforme mudanças na estrutura operacional e na organização de combate das forças norte-coreanas. Relatos internacionais também apontam que a Coreia do Norte vem associando esse processo à modernização de suas forças de artilharia e mísseis em um plano de cinco anos.
A escala real da produção norte-coreana permanece difícil de estimar, já que o país mantém alto grau de sigilo sobre sua indústria militar. Ainda assim, a ordem chama atenção em um momento em que Pyongyang amplia o desenvolvimento de sistemas táticos, mísseis de cruzeiro e plataformas de lançamento para diferentes ambientes operacionais.

Entre os sistemas citados estão mísseis de cruzeiro da família Hwasal, incluindo o Hwasal-2, além do Pulhwasal-3-31, uma variante projetada para lançamento a partir de plataformas navais, tanto de superfície quanto submersas. A Coreia do Norte também testou recentemente uma combinação de mísseis balísticos táticos, foguetes de artilharia e mísseis de cruzeiro de precisão, segundo a KCNA e relatos da imprensa internacional.
Durante a visita, realizada em 3 de janeiro de 2026, Kim Jong-un também inspecionou o processo de fabricação de armas antitanque modernas. Apesar de elogiar o ritmo de produção, o líder norte-coreano apontou deficiências na modernização das linhas de montagem e ordenou a revisão dos planos de construção e atualização de empresas da indústria de munições para 2026.

Outro ponto destacado foi a necessidade de ampliar a produção dos mísseis Bulsae-4 em 2,5 vezes. Segundo Kim, o objetivo é atender às demandas das unidades planejadas pelo Ministério da Defesa Nacional e pelo Estado-Maior Geral da RPDC. Publicações especializadas apontam que o sistema tem sido tratado como parte do esforço norte-coreano para acelerar a produção seriada de armamentos guiados.
A decisão reforça a prioridade dada por Pyongyang ao setor de mísseis, em meio à expansão de seu arsenal convencional e estratégico. Para analistas, o avanço industrial norte-coreano busca não apenas ampliar estoques, mas também adaptar suas forças a novos padrões de combate, com maior dependência de armas guiadas, plataformas móveis e sistemas capazes de operar em diferentes cenários.
Fonte e imagens: KCNA. Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial.
