
A Mitsubishi Heavy Industries realizou o lançamento da 11ª fragata da classe Mogami destinada à Força de Autodefesa Marítima do Japão (JMSDF), informou oficialmente o serviço naval japonês por meio da conta X (@jmsdf_srh).
A cerimônia ocorreu no estaleiro da empresa em Nagasaki, onde a série de modernas fragatas está sendo construída. A nova embarcação recebeu o nome Tatsuta (たつた), em homenagem ao rio Tatsutagawa, afluente do Yamatogawa, próximo à cidade de Ikoma, na província de Nara.
Esta é a terceira vez que um navio japonês recebe o nome Tatsuta, sucedendo uma canhoneira da antiga Marinha Imperial Japonesa e um cruzador leve ativo entre as décadas de 1920 e 1940.
Encomendada como parte de um programa de 12 unidades, a fragata Tatsuta representa o penúltimo navio da classe Mogami, com o último previsto para ser lançado até o fim de 2025. A quilha da embarcação foi batida em 3 de julho de 2024, e após 12 meses de construção, a fragata passará pelos processos finais de integração de sistemas e testes no mar, com comissionamento previsto para 2026.
As fragatas da classe Mogami são navios de guerra multifuncionais e de última geração, desenvolvidos para fortalecer a capacidade de defesa marítima do Japão. Com cerca de 130 metros de comprimento, 16,3 metros de boca e deslocamento de até 5.500 toneladas, os navios operam com uma tripulação de aproximadamente 90 militares.
A propulsão é fornecida por um sistema CODAG (turbina a gás Rolls-Royce MT30 e dois motores diesel MAN), que permite velocidades superiores a 30 nós e autonomia operacional de mais de 30 dias.
O armamento inclui:
- Um canhão naval Mk 45 Mod 4 de 127 mm
- 16 células VLS Mk 41 para mísseis VL-ASROC Tipo 23 e Tipo 07
- Oito mísseis antinavio Tipo 17 (SSM-2)
- Seis tubos de torpedo de 324 mm com torpedos Tipo 12
- Um sistema de defesa SeaRAM e duas estações de armas remotas
- Capacidade para operar um helicóptero SH-60K ou SH-60L
Em termos de sensores e sistemas de combate, os navios contam com radar AESA OPY-2, sistema de gerenciamento de combate OYQ-1, sensor eletro-óptico OAX-3, sonar de casco OQQ-11 e sonar rebocado OQQ-25, além de recursos de guerra eletrônica NOLQ-3E e contramedidas antiminas.
Com o avanço da construção da classe Mogami, a JMSDF consolida sua modernização naval diante dos crescentes desafios estratégicos no Indo-Pacífico.
Fonte e imagens: X @jmsdf_srh | Militarnyi. Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial.
