
A Marinha Italiana enviará a fragata de mísseis ITS Federico Martinengo para operar ao sul de Chipre como parte de uma força naval europeia destinada a reforçar a segurança na região, em meio ao aumento das tensões ligadas ao conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
O navio partiu do porto de Taranto, no sul da Itália, na tarde de 6 de março, transportando mais de 160 militares italianos a bordo. Segundo autoridades italianas, a embarcação poderá chegar à área de operações em poucos dias.
Missão integrada com forças europeias
De acordo com o Ministério da Defesa da Itália, a operação faz parte de uma estrutura de coordenação entre Itália, Espanha, França e Holanda, com o objetivo de ampliar a presença naval europeia no Mediterrâneo Oriental.
O comunicado oficial informou que a fragata atuará como um ativo conjunto de segurança ao lado das marinhas desses países, enquanto o número de militares embarcados poderá variar conforme as necessidades operacionais e a configuração final do navio durante a missão.
Resposta a incidentes de segurança na região
A decisão de enviar a fragata foi tomada após incidentes de segurança registrados no início da semana perto do sul de Chipre. Entre os episódios mencionados pelas autoridades está um ataque com drone que teve como alvo a base militar britânica de Akrotiri, localizada na ilha.
Esses acontecimentos elevaram o nível de alerta entre países europeus que mantêm presença militar no Mediterrâneo Oriental, levando à intensificação de patrulhas e medidas de proteção na região.
Fragata moderna com múltiplas capacidades
A ITS Federico Martinengo é considerada um navio de guerra moderno e multifuncional, projetado para desempenhar diversas missões, incluindo:
- segurança marítima
- vigilância e patrulhamento naval
- defesa contra ameaças aéreas
- proteção de rotas comerciais
A embarcação já possui experiência em operações internacionais recentes. No ano passado, a fragata participou da missão naval Aspides, da União Europeia, no Mar Vermelho.

Durante essa operação, o navio foi empregado na proteção de embarcações mercantes contra ataques das forças houthis, antes de retornar à base naval de Taranto.
Com o envio da Federico Martinengo para Chipre, a Itália reforça sua participação nas iniciativas de segurança europeias voltadas para a estabilidade do Mediterrâneo Oriental, uma região que voltou a ganhar importância estratégica diante das tensões no Oriente Médio.
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