
As reservas estratégicas de tanques da Rússia podem estar se aproximando do limite após mais de quatro anos de guerra contra a Ucrânia, segundo relato publicado pelo Defence Blog.
A avaliação é baseada em uma análise de imagens de satélite realizada pelo pesquisador de inteligência de fontes abertas (OSINT) Jompy, que monitora depósitos militares russos por meio de imagens comerciais.
Segundo o levantamento, cerca de 2.088 tanques ainda permanecem em nove grandes bases de armazenamento identificadas em território russo. No entanto, boa parte desses veículos estaria em condições precárias, após décadas de armazenamento, falta de manutenção e retirada de peças para reparos de outros blindados.
Ao considerar fatores como degradação, canibalização de componentes e viabilidade de recuperação, o número de tanques efetivamente utilizáveis cairia para aproximadamente 851 unidades, o que representa uma eliminação de cerca de um quinto do número total.
A análise sugere que a Rússia já consumiu a maior parte dos blindados armazenados antes da invasão em larga escala da Ucrânia. Dados de levantamentos anteriores indicavam mais de 7.300 tanques em depósitos no período pré-guerra, número que vem diminuindo de forma constante desde 2022.
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O estudo também aponta que os estoques de algumas variantes específicas estão próximos do fim. Segundo Jompy, as reservas de tanques T-80 disponíveis para modernização na fábrica Omsktransmash podem se esgotar em cerca de um ano caso o ritmo atual de recuperação seja mantido.
Apesar do quadro, especialistas destacam que isso não significa que a Rússia ficará sem tanques no curto prazo. Moscou continua produzindo novos blindados e restaurando veículos antigos para compensar as perdas no campo de batalha. Nos últimos anos, o país também ampliou os esforços para aumentar a produção de tanques T-90 e reconstruir parte de suas reservas estratégicas.
Ainda assim, a redução dos estoques armazenados é vista como um desafio crescente para a capacidade russa de sustentar perdas elevadas em um conflito prolongado. A retirada contínua de veículos de depósitos militares e até de instituições de treinamento tem sido apontada por analistas como um indicativo da pressão exercida pela guerra sobre as reservas blindadas do país.
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