
Cerca de 7 mil militares holandeses participam do exercício Fighter Lion, a maior manobra do Exército dos Países Baixos em duas décadas.
Realizado no norte da Alemanha, o treinamento simulou uma invasão de um país fictício pelo leste, em um cenário que lembra as preocupações atuais da OTAN com uma possível agressão russa contra o território da aliança.
Um dos aspectos mais marcantes do exercício foi a incorporação direta de lições aprendidas na guerra da Ucrânia. As tropas estão utilizando “túneis antidrone” feitos com redes e estruturas cobertas para proteger veículos contra ataques de drones FPV, uma técnica amplamente empregada pelas forças ucranianas no campo de batalha.
O treinamento também enfatizou operações sob constante ameaça de drones de reconhecimento, drones de ataque e guerra eletrônica. Para isso, o Exército holandês criou uma unidade especializada chamada Tech Dev, responsável por atuar como força adversária e empregar sistemas não tripulados para tornar os cenários mais realistas.
Outro destaque foi o treinamento de transição de combate entre brigadas, conhecido como Forward Passage of Lines. No exercício, uma brigada leve interrompeu o avanço inimigo e, em seguida, transferiu o combate para uma brigada mecanizada sem interromper as operações, simulando condições reais de uma defesa em larga escala da OTAN.
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As forças participantes também treinaram técnicas para reduzir sua assinatura eletromagnética, evitar detecção por sensores inimigos e operar em ambientes com interferência eletrônica. Segundo autoridades militares holandesas, os conflitos atuais demonstram que futuras guerras serão marcadas não apenas por tanques e artilharia, mas também por drones, guerra cibernética e domínio do espectro eletromagnético.
O exercício ocorre em meio ao aumento das preocupações com a segurança europeia. Nos últimos anos, a Holanda ampliou investimentos em defesa e reforçou sua participação em missões da OTAN no flanco leste da aliança, refletindo a percepção crescente de ameaça representada pela Rússia após a invasão da Ucrânia.
Foto: DCI Media. Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial.
