
A segurança da Copa do Mundo de 2026 ganhou um novo motivo de preocupação após um grupo de hackers ligado ao Irã afirmar ter invadido drones de vigilância utilizados pelo FBI e ameaçar equipes participantes do torneio.
O grupo, conhecido como Handala, alega ter tido acesso por meses a imagens e dados coletados por aeronaves não tripuladas empregadas em operações de monitoramento e contraterrorismo, de acordo com um relato do jornal L’Equipe.
Segundo uma mensagem divulgada pela organização de monitoramento SITE Intelligence Group, os hackers afirmam possuir acesso a “todas as imagens e todos os suspeitos” registrados pelos drones do FBI. O grupo também alegou que as aeronaves utilizam tecnologias de reconhecimento facial e leitura automática de placas de veículos.
Na mensagem, o Handala fez referência direta à Copa do Mundo e sugeriu que as medidas de segurança do torneio deveriam ser reforçadas. Os hackers afirmaram que drones FPV estão “em todos os lugares” e insinuaram a possibilidade de ataques contra ônibus de seleções participantes.
As alegações surgem justamente quando autoridades americanas realizam uma das maiores operações de segurança da história do evento. O FBI considera drones uma das principais ameaças ao torneio e vem coordenando esforços com agências de dezenas de países para monitorar riscos de terrorismo, espionagem, ataques cibernéticos e aeronaves não autorizadas.
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As autoridades dos Estados Unidos adotaram uma política de tolerância zero para drones próximos aos estádios e áreas oficiais da competição. O espaço aéreo sobre os locais das partidas está sujeito a restrições especiais, enquanto sistemas de detecção e neutralização de drones foram posicionados para proteger torcedores e equipes.
O grupo Handala já havia sido associado anteriormente a outras operações cibernéticas atribuídas ao Irã, incluindo alegações de invasão de contas de autoridades americanas e ataques contra organizações ocidentais e israelenses.
A ameaça ocorre em meio ao aumento das tensões geopolíticas envolvendo o Irã e a guerra em andamento no Oriente Médio. Porém, vale enfatizar que ainda não há confirmação independente de que os hackers realmente tenham comprometido os drones mencionados.
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