
A Airbus entregou à França o 25º avião de transporte militar A400M, atingindo metade da encomenda francesa total de 50 unidades, em um momento considerado crítico para a sustentabilidade do programa.
Apesar do marco, o projeto segue pressionado pela escassez de novos contratos internacionais.
A França permanece como o segundo maior cliente do A400M, atrás apenas da Alemanha. Até o momento, foram vendidas 178 aeronaves desse tipo, majoritariamente a parceiros europeus. O quadro atual de encomendas inclui França (50 unidades), Espanha (27) e Reino Unido (22), entre outros clientes. No total, a Airbus já entregou 137 aeronaves a 10 países.

Para garantir a continuidade da linha de produção, a Airbus e a OCCAR acordaram a extensão da fabricação até 2029. O novo plano, contudo, prevê um ritmo reduzido de até oito aeronaves por ano, destinadas tanto aos países participantes do programa quanto a clientes de exportação.
Como parte do ajuste para sustentar a carga de trabalho da linha de montagem final em Sevilha, França e Espanha comprometeram-se a receber, no primeiro ano do plano renovado, quatro e três aeronaves, respectivamente.

Paralelamente, a modernização do A400M é vista como uma das principais vias para fortalecer a atratividade do programa. A Airbus já recebeu autorização para estudar atualizações técnicas, incluindo o aumento da carga útil máxima de 37 para 40 toneladas, otimização de manutenção com redução de custos operacionais e a ampliação do espectro de missões, como o emprego da aeronave como transportador de drones ou plataforma de combate a incêndios.
No horizonte comercial, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos despontam como potenciais compradores. Os sauditas avaliam uma necessidade que pode chegar a até 20 aeronaves, enquanto os Emirados consideram substituir seus C-130 mais antigos, com uma possível encomenda de oito a dez unidades.

Fonte e imagens: Airbus Defence, X @AirbusDefence | Telegram @wingsofwar. Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial.
