
A França realizou os primeiros testes de disparo do novo sistema de foguetes de longo alcance X-Fire, desenvolvido pela Thales em parceria com a Soframe.
As informações são do site Defence Blog. Segundo o relato, o projeto faz parte do programa FLP-T, criado para substituir os antigos lançadores LRU do Exército francês, que devem sair de serviço nos próximos anos.
De acordo com as empresas envolvidas, o sistema foi projetado para atingir alvos a mais de 150 quilômetros de distância e poderá utilizar diferentes tipos de munição durante a fase de transição, enquanto a França desenvolve seus próprios foguetes de longo alcance.

Os testes mais recentes ocorreram poucos dias após o primeiro disparo bem-sucedido do míssil FLP-T 150, desenvolvido pela Thales e pela ArianeGroup. O foguete tático foi criado para operar junto ao X-Fire e pode alcançar velocidades supersônicas, além de realizar manobras durante o voo para dificultar interceptações.
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“A Thales tem o orgulho de oferecer, com a Soframe, o lançador versátil soberano X-Fire, que completa a solução de ataque profundo no solo desenvolvida com nosso parceiro ArianeGroup”, disse Julien Assoun, vice-presidente da Thales para veículos e sistemas táticos.
“A versatilidade do X-Fire possibilita conciliar, para o benefício das forças, o desafio de ter uma munição balística soberana (FLP-T 150) até o final da década, com a continuidade operacional quando os atuais lançadores de foguetes unitários chegarem ao fim da vida útil. Este disparo bem-sucedido demonstra o desempenho do lançador e já estamos nos preparando para o aumento de sua produção.”

O programa faz parte de um esforço francês para ampliar a autonomia militar europeia e reduzir dependências de sistemas americanos, como o HIMARS e o M270 MLRS. Autoridades francesas afirmam que o país quer manter uma capacidade soberana de ataques terrestres de longo alcance diante das mudanças no cenário de segurança europeu.
A França prevê investir cerca de 600 milhões de euros no programa FLP-T até 2030. O objetivo inicial é adquirir ao menos 13 sistemas antes do fim da década e expandir gradualmente a frota nos anos seguintes.
Fonte e imagens: X @thalesgroup. Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial.
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