
Nova unidade da classe de defesa e intervenção amplia o programa francês iniciado em 2017 e reforça a aposta em navios multimissão preparados para guerra de alta intensidade, defesa aérea, guerra antissubmarino e combate a ameaças assimétricas.
A Direção-Geral do Armamento da França (DGA) encomendou à Naval Group a quinta fragata de defesa e intervenção, conhecida pela sigla FDI, em mais um passo no processo de modernização da Marinha Nacional francesa. Segundo o comunicado oficial divulgado pelo Ministério das Forças Armadas e dos Antigos Combatentes, a encomenda foi formalizada em 31 de março de 2026.
O programa FDI, conduzido pela DGA desde 2017, foi criado para reforçar as forças de superfície francesas com navios de primeira linha, polivalentes e apoiados por tecnologias avançadas. A iniciativa ganhou impulso após a entrega da primeira unidade da classe, a Amiral Ronarc’h, à Marinha Francesa em 17 de outubro de 2025. O navio já se encontra em desdobramento de longa duração, enquanto as entregas restantes estão previstas entre 2027 e 2032.
De acordo com o comunicado, as fragatas FDI foram projetadas para atuar em múltiplos cenários operacionais. Entre as missões previstas estão guerra antinavio, defesa antiaérea, guerra antissubmarino, combate à ameaça assimétrica, ciberdefesa e projeção de forças especiais. A proposta francesa é contar com embarcações aptas a operar em ambientes complexos e de alta intensidade, reunindo capacidade de combate, flexibilidade tática e processamento massivo de dados em uma única plataforma.
O pacote de armamentos previsto para a classe inclui mísseis antinavio Exocet MM40 B3c, mísseis antiaéreos Aster 15 e Aster 30, torpedos MU90 e artilharia de 20 mm e 76 mm. As fragatas também podem embarcar simultaneamente um helicóptero e um drone, além de receber um destacamento de forças especiais com duas embarcações de comando.
Outro destaque do projeto é a arquitetura digital. As FDI contam com um data center ciberseguro e redundante para apoiar a condução do navio e o funcionamento do sistema de combate. O modelo também incorpora um posto específico para enfrentar ameaças assimétricas, como minidrones e embarcações suicidas, separado do centro de operações responsável pelos demais domínios de combate.
Na área de sensores, a fragata reúne todos os sensores aéreos em um mastro único, garantindo vigilância permanente em 360 graus. O navio ainda se destaca por ser o primeiro da Marinha Francesa equipado com o radar de painéis fixos SEAFIRE, da Thales, além de sonares e outros sensores de última geração voltados para a defesa antiaérea e antissuperfície.
O governo francês também ressalta que a FDI já se consolidou como um sucesso no mercado internacional, sendo reconhecida por países clientes por seu elevado nível de desempenho. A nova encomenda reforça não apenas a renovação da esquadra francesa, mas também o peso estratégico do programa para a indústria naval de defesa da França.
Fonte e imagem: Ministério das Forças Armadas da França / Naval Group. Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial
