
A França implantou o Charles de Gaulle, seu único porta-aviões movido a energia nuclear, para o Oriente Médio como parte de um esforço conjunto com o Reino Unido e a Europa para garantir a passagem segura de petroleiros pelo Estreito de Hormuz.
A informação foi confirmada na quarta-feira (6) pelo Ministério das Forças Armadas Francesas. No comunicado, eles afirmaram que o Charles de Gaulle, junto com sua escolta de grupo de ataque, já havia cruzado o Canal de Suez e estava a caminho do Mar Vermelho.
Espera-se que o porta-aviões francês garanta viagens seguras através do Estreito de Hormuz assim que um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã for garantido, e Teerã concordar em abrir a hidrovia, que permaneceu fechada desde o início da guerra.
O porta-aviões está navegando com oito navios de guerra e dois navios de assalto anfíbios, e sua implantação no Mar Vermelho permite que seus ativos estejam dentro do alcance do Estreito de Hormuz sem entrar nas águas contestadas.
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“Geograficamente, está mais perto de Hormuz e, portanto, nos permitirá reagir mais rapidamente, uma vez que as condições sejam atendidas”, disse o coronel Guillaume Vernet, porta-voz do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Francesas, sobre o porta-aviões Charles de Gaulle.
Vernet alertou que as tentativas de atravessar o Estreito provavelmente falharão sem a cooperação do Irã. “Hoje, o Estreito de Hormuz está preso por causa da ameaça e os prêmios de seguro são muito altos. Nem um único navio colocará em risco sua viagem ou irá para lá”, acrescentou ele.
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