Entenda por que os EUA não usaram Black Hawks furtivos na operação para capturar Maduro

Entenda por que os EUA não usaram Black Hawks furtivos na operação para capturar Maduro
Entenda por que os EUA não usaram Black Hawks furtivos na operação para capturar Maduro (X @usairforce)

A ausência de helicópteros Black Hawk furtivos na Operação Determinação Absoluta, que resultou na captura de Nicolás Maduro, chamou atenção por contrastar com a missão que eliminou Osama bin Laden em 2011. Embora o planejamento tenha seguido uma lógica semelhante, o contexto venezuelano apresentou desafios muito mais complexos.

A ação ocorreu na capital do país, contra um alvo fortemente protegido, em um ambiente de alerta elevado e com defesas aéreas ativas, o que exigiu o emprego de meios convencionais, porém fortemente armados e protegidos, como os MH-60 e MH-47 do 160º Regimento de Aviação de Operações Especiais do Exército dos EUA.

+China revela arma de micro-ondas que neutraliza enxames de drones a 3 km
+Dinamarca compra 8 veículos terrestres não tripulados para testes do Exército em 2026

Outro fator decisivo foi a escala da operação. Cerca de 200 operadores de elite participaram do assalto aéreo, número incompatível com o uso de helicópteros furtivos, que seriam ativos raros, de baixa disponibilidade e com capacidade limitada de transporte. Além disso, a missão exigiu helicópteros capazes de fornecer apoio de fogo intenso, algo viabilizado pelos MH-60 configurados como Direct Action Penetrator (DAP), mas improvável em versões furtivas. A necessidade de reabastecimento em voo, o uso de sensores avançados e sistemas de autoproteção, como contramedidas contra mísseis portáteis, também pesaram contra o emprego de plataformas focadas exclusivamente em reduzir assinatura radar.

Por fim, diferentemente da incursão no Paquistão, os Estados Unidos optaram por neutralizar previamente as defesas aéreas venezuelanas, reduzindo a necessidade de recorrer à furtividade extrema. A presença de caças furtivos, aeronaves de guerra eletrônica e drones de vigilância avançada garantiu proteção suficiente à força de helicópteros.

Assim, a combinação de fatores operacionais, logísticos e estratégicos explica por que os Black Hawks furtivos — cuja existência atual sequer é confirmada — ficaram de fora da operação, reforçando que o cenário em Caracas exigia robustez e poder de fogo, mais do que discrição absoluta.

Fonte: The War Zone | Foto: X @usairforce | Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial

Back to top