
Debate interno no governo americano inclui possível ação militar coordenada com autoridades mexicanas para conter o tráfico de fentanil
O governo dos Estados Unidos está avaliando a possibilidade de empregar drones armados em operações contra cartéis de drogas em território mexicano, segundo revelou a NBC News, com base em informações de seis fontes ligadas às Forças Armadas, agências de inteligência e autoridades policiais do país.
A proposta, ainda em fase inicial de discussão, integra os esforços da Casa Branca para conter o fluxo de fentanil na fronteira sul dos EUA, substância apontada como uma das principais causas da atual crise de opioides no país.
Fontes ligadas à inteligência americana afirmam que houve um aumento significativo nos voos de reconhecimento realizados por militares dos EUA e pela CIA sobre o território mexicano. O objetivo é mapear com mais precisão a atuação dos grandes cartéis envolvidos no tráfico da droga.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, confirmou na quarta-feira (3) que essas operações aéreas são feitas em cooperação com seu governo, e atendem a solicitações diretas das autoridades mexicanas.
Analistas veem a intensificação da atividade de inteligência como um possível passo preparatório para uma ofensiva coordenada, caso seja aprovada formalmente por ambos os governos. A ação incluiria ataques a alvos estratégicos, como líderes do narcotráfico e estruturas logísticas dos cartéis.
Apesar do diálogo em curso, não há consenso dentro da administração americana. De acordo com as fontes consultadas, não se descarta o uso de operações clandestinas sem autorização do México, consideradas uma medida extrema em caso de impasse diplomático.
Caso a cooperação seja confirmada, essa não será a primeira vez que os EUA atuam junto a forças de segurança mexicanas contra o crime organizado. No mês passado, o site especializado Militarnyi revelou o envio de aeronaves de reconhecimento estratégico dos EUA, como os modelos U-2 e RC-135 Rivet Joint, para monitorar regiões próximas à fronteira.
Além disso, o Exército dos EUA mobilizou a Brigada de Combate Stryker da 4ª Divisão de Infantaria, com apoio de unidades de engenharia, inteligência e comunicações, para reforçar a presença militar na fronteira sul.
Um dos principais desafios atuais é o uso de drones por parte dos cartéis. Eles são empregados tanto para vigilância quanto para transporte de drogas e, em alguns casos, como armas kamikazes em disputas internas. Como resposta, o Exército americano instalou uma rede de radares na região para monitorar e controlar o tráfego aéreo de baixa altitude.
Fonte e imagens: Militarnyi / Força Aérea dos EUA. Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial.
