
A presença de drones russos do tipo Garpiya-A1 no Mali foi confirmada após a descoberta de destroços perto da cidade de Sévaré, marcando o primeiro uso conhecido desse modelo fora da guerra na Ucrânia.
A aeronave, derivada do iraniano Shahed-136, pertence à nova série KK e foi utilizada contra forças rebeldes da região de Azawad durante a recente escalada do conflito no país africano.
Produzido pela empresa russa IEMZ Kupol, ligada ao grupo Almaz-Antey, o Garpiya-A1 foi desenvolvido com base na tecnologia adquirida do Irã e utiliza diversos componentes de origem chinesa. A nova versão ganhou melhorias no sistema de navegação para resistir a interferências eletrônicas, incluindo uma antena Kometa-M16 CRPA de 16 elementos, considerada mais eficiente contra tentativas de bloqueio eletrônico.
Segundo estimativas, o drone pode transportar até 150 kg de explosivos, alcançar velocidade de 185 km/h e atingir alvos a até 1.500 quilômetros de distância. A utilização do equipamento em Sévaré chama atenção pela importância estratégica da cidade, que abriga uma das principais bases aéreas do Mali e funciona como centro logístico essencial para operações militares no norte do país.
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O uso do Garpiya-A1 reforça a atuação do Africa Corps, força criada pela Rússia para substituir o Grupo Wagner no Mali após a morte de Yevgeny Prigozhin. Analistas apontam que o envio desses drones demonstra o interesse de Moscou em manter influência militar na região, mesmo diante do avanço rebelde. O caso também evidencia a cadeia internacional de fornecimento usada na produção dos drones, envolvendo tecnologias estrangeiras obtidas apesar das sanções impostas à Rússia.
Fonte: Defence Blog | Foto: Telegram – war_home | Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial
