
Jim Farley, CEO da Ford, deu uma entrevista para a Automotive News e revelou por que a fabricante decidiu abandonar o segmento dos sedãs.
Segundo ele, a mudança não foi impulsionada pela falta de demanda, mas sim pela incapacidade da empresa de lucrar com sedãs em um mercado tão competitivo.
“O mercado de sedãs é muito vibrante. Não é que não haja um mercado lá. É que não conseguimos encontrar uma maneira de competir e sermos lucrativos. Bem, podemos encontrar uma maneira de fazer isso”, disse Farley ao veículo.
O final da frase de Farley sugere que, talvez em um futuro próximo, a Ford possa lançar um novo sedã, uma vez que encontre um jeito de lançar um carro competitivo e, ao mesmo tempo, lucrativo.
Vale lembrar que a Ford ainda não abandonou completamente o segmento dos sedãs. No Oriente Médio, a Ford ainda vende o Taurus como um sedã de tamanho médio. Já na China, o mesmo veículo é vendido como o Mondeo, antigo nome do Fusion europeu.

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Preocupações com a lucratividade foram o que levou a Ford a descontinuar o Fiesta e o Focus. Em uma entrevista de setembro de 2024, Farley observou que, embora esses carros fossem “amados por muitos clientes”, a empresa não estava ganhando dinheiro suficiente com eles.
Ainda em 2024, Farley disse que a Ford estava “saindo do negócio de carros chatos e entrando no negócio de veículos icônicos”, lançando modelos populares como o Focus, apesar dele ainda enfrentar problemas com a lucratividade.
Ao mesmo tempo, o presidente executivo da Ford, Bill Ford, sugeriu que a empresa parece estar focada em diminuir custos de produção para continuar vendendo carros populares e acessíveis aos clientes.
“Você pode projetar veículos que são fundamentalmente de menor custo para que você possa passar isso ao consumidor? E é nisso que estamos trabalhando”, disse ele recentemente durante o Salão do Automóvel de Detroit.

Fotos: Ford. Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial.
