Boeing amplia capacidades do drone de combate MQ-28 Ghost Bat

Boeing amplia capacidades do drone de combate MQ-28 Ghost Bat
Boeing amplia capacidades do drone de combate MQ-28 Ghost Bat (Foto: Boeing)

A Boeing apresentou novos aprimoramentos planejados para o MQ-28 Ghost Bat durante a ILA Berlin 2026, ampliando as capacidades do drone de combate colaborativo desenvolvido originalmente na Austrália.

Segundo relato do site The Aviationist, as mudanças fazem parte do roadmap de evolução da plataforma e têm como objetivo aumentar sua flexibilidade operacional, alcance e capacidade de carga.

Uma das principais novidades é a adoção de asas 25% maiores. Segundo a Boeing, a modificação permitirá transportar cerca de 900 kg adicionais de combustível, armamentos e outros equipamentos de missão. Com isso, o peso máximo de decolagem passará para aproximadamente 5,4 toneladas, enquanto a carga útil poderá chegar a 2 toneladas.

“Essa capacidade adicional dá aos operadores liberdade para equilibrar a carga útil e a resistência para configurar a missão em mãos, se isso significa transportar combustível extra para operações de maior alcance, aumentar o transporte de armas ou qualquer combinação de ambos”, disse Glen Ferguson, diretor do programa global MQ-28.

Outra evolução importante é a incorporação de compartimentos internos para armamentos. A solução aumenta a flexibilidade da aeronave para diferentes tipos de missão e pode contribuir para preservar suas características de baixa observabilidade, reduzindo a assinatura radar em comparação com armas transportadas externamente.

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A Boeing também anunciou a integração de comunicações Beyond Line of Sight (BLOS), permitindo o controle da aeronave a distâncias muito maiores por meio de enlaces além da linha de visada direta. A capacidade amplia o potencial do MQ-28 para operações de longo alcance e missões em ambientes altamente contestados.

Desenvolvido pela Boeing Defence Australia para a Força Aérea Real Australiana (RAAF), o Ghost Bat foi concebido para operar ao lado de aeronaves tripuladas, executando tarefas como reconhecimento, guerra eletrônica, designação de alvos e até missões de combate de forma autônoma. A plataforma possui arquitetura modular, permitindo a rápida troca de sensores e cargas úteis conforme a missão.

As novas capacidades surgem em um momento de crescente interesse global por aeronaves de combate colaborativas (CCAs). Nas últimas semanas, a Boeing também confirmou avanços nos testes de furtividade da aeronave e a realização de voos operacionais nos Estados Unidos, demonstrando a maturidade crescente do programa e seu potencial para futuras exportações.

Foto e vídeo: Boeing / X @BoeingAustralia. Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial.

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