B-2 Spirit dispara míssil antinavio LRASM em exercício real no Pacífico

 B-2 Spirit dispara míssil AGM-158C LRASM durante exercício Valiant Shield 2026. Foto: U.S. Air Force / Tech Sgt. Thomas Barley
B-2 Spirit dispara míssil AGM-158C LRASM durante exercício Valiant Shield 2026. Foto: U.S. Air Force / Tech Sgt. Thomas Barley

A Força Aérea dos Estados Unidos realizou um exercício de tiro real com um bombardeiro furtivo B-2 Spirit ao norte das Ilhas Marianas, no Pacífico. A operação envolveu o lançamento do míssil antinavio de longo alcance AGM-158C LRASM contra um alvo marítimo, dentro do exercício Valiant Shield 2026.

A atividade foi conduzida pela Pacific Air Forces em coordenação com militares da Marinha dos Estados Unidos, em uma demonstração de capacidade conjunta para operações de ataque marítimo em áreas distantes e de alta complexidade.

O ponto central do exercício foi o emprego do Long Range Anti-Ship Missile, conhecido pela sigla LRASM. O armamento foi desenvolvido para localizar e engajar navios a longas distâncias, ampliando a capacidade das forças americanas de atuar contra ameaças navais sem depender da aproximação direta da aeronave ao alvo.

B-2 Spirit dispara míssil AGM-158C LRASM durante exercício Valiant Shield 2026. Foto: U.S. Air Force / Tech Sgt. Thomas Barley
AGM-158C LRASM. Foto: U.S. Air Force / Tech Sgt. Thomas Barley

O teste chama atenção porque combina duas capacidades estratégicas: o alcance global e a baixa assinatura radar do B-2 Spirit com um míssil antinavio projetado para operar em ambientes contestados. Na prática, isso reforça a mensagem de que os Estados Unidos buscam manter capacidade de resposta no Indo-Pacífico, região marcada por crescente competição naval, disputas territoriais e presença militar ampliada da China.

A localização do exercício também é relevante. As Ilhas Marianas, Guam, o Mar das Filipinas e as rotas próximas a Taiwan fazem parte de uma área considerada essencial para a projeção de poder dos EUA e de seus aliados. Em caso de crise regional, essa faixa do Pacífico teria papel importante na movimentação de forças, na proteção de linhas marítimas e no apoio a operações conjuntas.

O contexto geopolítico com a China

O lançamento do LRASM a partir de um B-2 ocorre em um momento de atenção crescente sobre a postura militar chinesa no entorno de Taiwan, no Mar do Sul da China e no Pacífico Ocidental. Pequim considera Taiwan parte de seu território e tem intensificado a presença de navios, aeronaves e meios da Guarda Costeira em áreas próximas à ilha, enquanto Estados Unidos e aliados defendem a manutenção da liberdade de navegação e do status quo regional.

A China também vem expandindo sua capacidade naval, com porta-aviões, navios de superfície modernos, submarinos e mísseis de longo alcance. Para Washington, esse avanço exige forças capazes de operar a grandes distâncias, com precisão e de forma integrada entre ar, mar, espaço, ciberespaço e comunicações.

Nesse cenário, o uso do B-2 com o LRASM não deve ser visto apenas como um teste de armamento, mas como uma mensagem de dissuasão. A demonstração indica que os EUA pretendem manter meios capazes de alcançar alvos marítimos relevantes mesmo em áreas protegidas por sistemas avançados de vigilância e defesa.

Adaptação do bombardeiro furtivo para o ambiente naval

B-2 Spirit dispara míssil AGM-158C LRASM durante exercício Valiant Shield 2026. Foto: U.S. Air Force / Tech Sgt. Thomas Barley
B-2 Spirit dispara míssil AGM-158C LRASM durante exercício Valiant Shield 2026. Foto: U.S. Air Force / Tech Sgt. Thomas Barley

Embora o B-2 seja mais conhecido por missões estratégicas de longo alcance contra alvos em terra, o lançamento do LRASM mostra uma adaptação importante do bombardeiro furtivo para o ambiente naval. Isso amplia o papel da aeronave em cenários nos quais o controle do mar e a proteção de rotas marítimas se tornam decisivos.

O general Kevin B. Schneider, comandante da Pacific Air Forces, afirmou que o desempenho do B-2 reforça a necessidade de adaptação e flexibilidade diante de novos desafios de segurança. Segundo ele, a capacidade de ataque marítimo ajuda os Estados Unidos a proteger seus interesses nacionais e a manter vantagem operacional no Pacífico.

Valiant Shield

B-2 Spirit dispara míssil AGM-158C LRASM durante exercício Valiant Shield 2026. Foto: U.S. Air Force / Tech Sgt. Thomas Barley
Exercício Valiant Shield 2026. Foto: U.S. Air Force / Tech Sgt. Thomas Barley

O Valiant Shield é um exercício militar de grande porte realizado no Indo-Pacífico para integrar forças americanas e aliadas em operações aéreas, navais e conjuntas. Esse tipo de treinamento permite testar comunicações, planejamento, mobilidade, emprego de sistemas avançados e coordenação entre diferentes ramos das Forças Armadas.

Já um SINKEX, abreviação de Sinking Exercise, é um exercício controlado no qual um alvo marítimo é usado para avaliar capacidades de ataque, coordenação e precisão em ambiente realista. Apesar do nome técnico, o objetivo principal é validar procedimentos, integrar plataformas e demonstrar prontidão operacional.

Fonte: Pacific Air Forces / U.S. Air Force / U.S. Navy. Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial.

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