
O Exército dos Estados Unidos iniciou uma parceria de pesquisa com a empresa californiana Auriga Space para avaliar o uso de armas eletromagnéticas no combate a drones.
O acordo, com duração de três anos, prevê o desenvolvimento e a validação de aceleradores eletromagnéticos capazes de lançar interceptadores sem recorrer à pólvora ou motores-foguete. A iniciativa busca oferecer uma alternativa mais econômica e eficiente diante do crescimento das ameaças representadas por enxames de drones de baixo custo.
O interesse por essa tecnologia aumentou após os elevados gastos com interceptadores convencionais em operações recentes. Durante a campanha militar contra o Irã, as forças americanas consumiram mais de mil mísseis Patriot, enquanto a reposição ocorreu em ritmo muito inferior. Além do alto custo de fabricação de cada interceptador, especialistas apontam que a recuperação dos estoques poderá levar anos, reforçando a necessidade de soluções que reduzam a dependência dos sistemas tradicionais de defesa aérea.
A proposta da Auriga substitui os motores de combustível sólido por um sistema de propulsão eletromagnética baseado em levitação magnética. Em vez de utilizar explosões químicas para impulsionar o projétil, o equipamento emprega eletricidade e campos magnéticos controlados, permitindo disparos rápidos, menor desgaste do sistema e custos operacionais reduzidos. Como o lançador pode ser reutilizado inúmeras vezes, cada interceptação exige apenas a substituição do projétil, tornando o processo mais barato e sustentável.
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O principal equipamento da empresa é a plataforma Hermes, projetada para ser transportada facilmente e instalada em bases militares, embarcações ou infraestruturas estratégicas. O sistema deverá passar pelo primeiro teste de voo em ambiente externo ainda neste verão, marcando um passo importante rumo à validação operacional da tecnologia. Além da nova parceria com o Exército, a Auriga já desenvolve projetos financiados por órgãos do Departamento de Defesa dos EUA voltados à evolução de sistemas eletromagnéticos e testes de tecnologias hipersônicas.
Fonte: Defence Blog | Foto: Auriga Space | Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial
