
Ação teria alcançado 21 petroleiros, quatro rebocadores, dois cargueiros e uma embarcação especializada; forças ucranianas relatam 73 impactos durante a noite
As Forças de Sistemas Não Tripulados das Forças Armadas da Ucrânia afirmaram ter atingido 28 embarcações russas no Mar de Azov durante uma operação realizada na madrugada deste sábado, 11 de julho.

De acordo com o comandante da força, Robert Brovdi, conhecido pelo codinome “Magyar”, os alvos incluíram 21 petroleiros, quatro rebocadores, dois navios de carga seca e uma embarcação especializada. Os operadores teriam registrado 73 impactos considerados efetivos ao longo da ação.
Os números foram divulgados pelas próprias forças ucranianas e ainda não haviam sido verificados de maneira independente até a publicação desta matéria. Também não havia uma avaliação detalhada sobre o nível dos danos sofridos por cada embarcação.

Segundo Brovdi, drones ucranianos atingiram 76 navios entre os dias 6 e 11 de julho. Parte dessas embarcações é descrita por Kiev como integrante da chamada “frota sombra” russa, expressão utilizada para identificar navios empregados em operações logísticas ou comerciais destinadas a reduzir os efeitos de sanções internacionais.
A campanha tem como principal objetivo declarado dificultar o transporte de combustíveis, cargas e outros suprimentos destinados à Crimeia e às áreas controladas pela Rússia no sul da Ucrânia.

Tráfego marítimo interrompido
As Forças de Sistemas Não Tripulados também afirmaram que a sequência de operações provocou a interrupção do movimento de embarcações pelo Estreito de Kerch, passagem estratégica que conecta o Mar de Azov ao Mar Negro.
Relatos independentes já indicavam restrições na região. Na sexta-feira, 10 de julho, fontes do setor marítimo informaram que a Rússia havia suspendido temporariamente a navegação pelo Canal Don–Azov. Empresas também teriam sido notificadas de que novos pedidos de passagem pelo Estreito de Kerch deixariam de ser aceitos a partir das 18h10, no horário local.
O bloqueio temporário pode afetar não apenas a logística destinada à Crimeia, mas também o transporte comercial russo. O Mar de Azov é uma rota importante para o escoamento de grãos produzidos nas regiões de Rostov e Krasnodar.
Seis unidades participaram da operação
Segundo as informações divulgadas por Kiev, seis grandes unidades especializadas em sistemas não tripulados participaram da ação:
414ª Brigada Separada de Sistemas Não Tripulados “Pássaros de Magyar”;
20ª Brigada Separada de Sistemas Não Tripulados “K-2”;
1º Centro Separado de Sistemas Não Tripulados;
413º Regimento Separado de Sistemas Aéreos Não Tripulados “Raid”;
412ª Brigada Separada de Sistemas Não Tripulados “Nemesis”;
427ª Brigada Separada de Sistemas Não Tripulados “Rarog”.
A participação simultânea dessas formações indica uma operação coordenada, com diferentes equipes responsáveis pela localização, acompanhamento e abordagem dos alvos. As imagens divulgadas pelos ucranianos mostram ataques realizados contra embarcações em movimento e fundeadas, embora não permitam determinar com precisão os danos estruturais.
Operação “Desligamento da Crimeia”
Paralelamente à ação no Mar de Azov, a força ucraniana declarou ter atuado contra 53 pontos considerados alvos militares na Crimeia e em áreas ocupadas do sul da Ucrânia.
Entre os objetivos mencionados estão embarcações associadas à logística russa e instalações de infraestrutura energética. A campanha recebeu o nome de “Desligamento da Crimeia” e faz parte de uma estratégia mais ampla para pressionar as redes de abastecimento e distribuição de energia utilizadas na península.
Na noite anterior, entre 9 e 10 de julho, as forças ucranianas já haviam relatado ataques contra outras 18 embarcações utilizadas no apoio logístico à Crimeia.
A intensificação das operações mostra a crescente importância dos drones na disputa pelo Mar de Azov. Esses sistemas permitem que a Ucrânia alcance alvos marítimos e instalações costeiras sem empregar grandes navios de superfície, ampliando a pressão sobre rotas que anteriormente eram consideradas relativamente protegidas.
Até o momento, as autoridades russas não apresentaram uma avaliação pública detalhada sobre os danos atribuídos à operação de 11 de julho.
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Fonte e imagens: Militarnyi e Telegram @robert_magyar. Este conteúdo foi criado com o apoio de inteligência artificial e revisado pela equipe editorial.
