
Mesmo com o exercício Ramstein Flag em andamento em larga escala, as forças aéreas aliadas da OTAN voltaram a mostrar que o treinamento não reduz a prontidão operacional. Em dois episódios separados na região do Báltico, caças F-16 de Portugal e Rafale da França foram acionados em missões de Policiamento Aéreo da Aliança, reforçando a vigilância sobre o flanco leste europeu.
Pouco antes do fim de semana, F-16 da Força Aérea Portuguesa decolaram para interceptar, identificar e monitorar aeronaves russas que operavam nas proximidades do espaço aéreo báltico. A ação fez parte das missões regulares da OTAN para acompanhar atividades aéreas consideradas sensíveis nas imediações do território aliado.

Já no início desta semana, caças Rafale da Força Aérea e Espacial Francesa foram acionados após a detecção de um sistema aéreo não tripulado, ou UAS, que cruzou o espaço aéreo da Letônia vindo do leste. Após a identificação da ameaça e seguindo os procedimentos estabelecidos, o drone foi engajado e destruído. Na sequência, os jatos franceses ainda realizaram uma missão adicional de vigilância ao longo da fronteira oriental dos países bálticos.
+ Veja o vídeo do abate do UAS na Letônia por caças Rafale

As operações ocorreram enquanto a OTAN conduz o Ramstein Flag, exercício voltado ao treinamento integrado das forças aéreas aliadas. Para a Aliança, os episódios demonstram a capacidade de manter, ao mesmo tempo, atividades de treinamento, dissuasão e defesa real em uma das regiões mais sensíveis da Europa.
A missão Baltic Air Policing é um dos pilares da presença aérea da OTAN no Báltico, região onde Estônia, Letônia e Lituânia não contam com caças próprios para defesa aérea. Por isso, países aliados se revezam no envio de aeronaves de combate para garantir vigilância permanente, resposta rápida e proteção do espaço aéreo.

Segundo o NATO Air Command, os acionamentos recentes destacam a prontidão e a vigilância das forças de policiamento aéreo da Aliança, em um cenário marcado por maior atividade militar nas proximidades da fronteira oriental da OTAN.
Fonte: NATO Air Command / @NATO_AIRCOM. Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial.
