
Uma startup de São Francisco chamou a atenção da liderança da Marinha dos Estados Unidos após apresentar sua embarcação elétrica N30 durante a feira Sea-Air-Space, um dos principais eventos do setor naval e de defesa.
Segundo a empresa americana Navier, almirantes, capitães e operadores militares descreveram a plataforma como algo que poderia “mudar o jogo” em futuras operações marítimas.
O N30 utiliza um sistema de hidrofólios, tecnologia que emprega estruturas semelhantes a asas abaixo do casco para elevar a embarcação acima da superfície da água durante a navegação. Isso reduz significativamente o arrasto hidrodinâmico, melhora a eficiência energética e permite velocidades mais altas com menor consumo de energia.
O principal diferencial apontado pela Navier é o sistema ativo de controle dos hidrofólios, que ajusta automaticamente a posição das estruturas em tempo real de acordo com as condições do mar.
A empresa afirmou que a tecnologia reduz em cerca de 80% os impactos causados pelas ondas em comparação com embarcações convencionais, diminuindo a fadiga da tripulação e o risco de lesões durante missões prolongadas.
+ Drone CAMCOPTER S-300 será usado em programa europeu de guerra antissubmarino
Outro destaque é a propulsão totalmente elétrica. Além de eliminar emissões diretas, o sistema gera uma assinatura acústica muito menor do que motores a diesel ou gasolina, característica considerada valiosa para operações discretas próximas ao litoral, missões de forças especiais e atividades de vigilância marítima.
Segundo a CEO da empresa, Sampriti Bhattacharyya, o interesse demonstrado por oficiais da Marinha reforça a relevância de embarcações definidas por software, capazes de receber atualizações e novas capacidades sem grandes modificações físicas.
A companhia afirmou que já trabalha em iniciativas relacionadas à Marinha americana e vê potencial tanto para aplicações militares quanto comerciais. “Estamos empolgados em continuar expandindo nosso trabalho com a Marinha para ajudar a garantir que eles tenham as plataformas mais capazes para as situações mais exigentes no mar”, declarou Bhattacharyya.
A apresentação acontece em um momento em que a Marinha dos EUA continua investindo em sistemas autônomos e embarcações inovadoras para operações distribuídas. Nos últimos meses, o serviço acelerou programas voltados a novas plataformas marítimas não tripuladas, buscando ampliar a capacidade operacional com custos menores e maior flexibilidade tecnológica.
Foto: Reprodução / Redes sociais. Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial.
