Venda de F-35 à Arábia Saudita avança e redefine equilíbrio no Oriente Médio

Venda de F-35 à Arábia Saudita avança e redefine equilíbrio no Oriente Médio
Venda de F-35 à Arábia Saudita avança e redefine equilíbrio no Oriente Médio (X @usairforce)

O presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos aprovaram a venda de caças furtivos F-35A Lightning II para a Arábia Saudita, indicando um avanço nas relações entre Washington e Riad.

A declaração foi feita durante um discurso em um evento de investimentos realizado em Miami, no dia 28 de março de 2026. Segundo Trump, seria a primeira vez que o país do Golfo teria acesso a um dos aviões de combate mais avançados já construídos.

A possível negociação, no entanto, já vinha sendo discutida desde 2025, quando autoridades norte-americanas analisaram a venda de até 48 unidades do F-35.

O acordo ainda precisaria passar por etapas formais de aprovação, incluindo órgãos como o Congresso dos EUA e o Departamento de Defesa. Além disso, questões diplomáticas complexas seguem em aberto, como o impacto da medida sobre Israel, que historicamente mantém vantagem militar qualitativa na região, e os desdobramentos do conflito com o Irã.

No campo geopolítico, a venda dos caças faz parte de uma estratégia mais ampla de cooperação militar com a Arábia Saudita, estimada em mais de US$ 140 bilhões.

A iniciativa também busca conter a crescente influência da China no Oriente Médio. Ainda assim, especialistas avaliam que Riad mantém uma política externa equilibrada, preservando relações tanto com Washington quanto com Pequim, o que reduz o impacto imediato dessa movimentação.

Caso o negócio seja concretizado, a Força Aérea Saudita deverá utilizar os F-35 para substituir antigos caças Panavia Tornado IDS, elevando significativamente sua capacidade militar. Apesar de versões sauditas não alcançarem o mesmo nível de personalização dos modelos israelenses, o salto tecnológico seria expressivo. O cenário ocorre em meio à escalada de tensões na região, com ataques envolvendo mísseis e drones atribuídos ao Irã, indicando que o conflito ainda pode se prolongar e exigir capacidades militares cada vez mais avançadas.

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Fonte: The Aviationist | Foto: X @usairforce | Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial

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