
Um veículo autônomo da empresa Waymo teria impedido a passagem dos serviços de emergência que foram acionados para atender as vítimas de um tiroteio em Austin, Texas (EUA).
Segundo relato da revista People, o tiroteio aconteceu na madrugada do último domingo (1) do lado de fora de um bar na capital texana. Três pessoas morreram e 13 ficaram feridas em decorrência dos tiros disparados pelo Ndiaga Diagne, um homem de 53 anos que nasceu no Senegal e se tornou cidadão americano naturalizado.
Diagne, que estava usando um moletom que dizia “propriedade de Allah”, morreu após ter sido baleado pela polícia durante o confronto. Supostamente, ele teria iniciado o tiroteio em protesto ao ataque dos EUA contra o Irã do último sábado (28), que resultou na morte do aiatolá Ali Khamenei.
Em meio ao caos, relatos começaram a surgir que um carro autônomo da Waymo estava bloqueando a passagem dos policiais e socorristas. Matthew Turnage disse ao canal KXAN que chamou o veículo por volta das 2 da manhã e ele “ficou preso no meio da rua e bloqueou veículos de emergência por alguns minutos”.
Em um vídeo compartilhado pelo canal, é possível ver um policial entrando no veículo e dirigindo o Waymo para fora do caminho. Em uma coletiva de imprensa, Robert Luckritz, chefe do serviço de atendimento de emergência do Condado de Austin-Travis, falou sobre o incidente com o Waymo.
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Segundo ele, mesmo com a obstrução, os serviços de emergência conseguiram chegar ao local em menos de um minuto. “No […] geral, não acreditamos que tenha tido qualquer impacto nos resultados dos pacientes”, disse Luckritz.
“Vou dizer que já estamos em contato com a Waymo e os veículos autônomos para dar a eles nossas preocupações e trabalhar com eles para tentar resolver isso daqui para frente.”
A Waymo não se pronunciou sobre o incidente. Enquanto isso, Cooper Lohr, Analista Sênior de Políticas de Transporte e Segurança na Consumer Reports (CR), disse que a Waymo e outras empresas que operam veículos autônomos devem ter que “provar que seus carros podem seguir a lei e ficar fora do caminho dos socorristas”.
“Bloquear uma ambulância durante qualquer cenário de emergência, e especialmente durante uma resposta de mortes em massa, é uma falha operacional inaceitável que pode levar a vidas adicionais perdidas”, disse ele em um e-mail enviado à People.
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Foto e vídeo: Unsplash / YouTube @kxan_news. Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial.
