Royal Enfield, Bajaj e Mottu disparam nas vendas de motos e desafiam gigantes em 2025

HIMALAYAN. Moto mais vendida da Royal Enfield em novembro. Foto: Divulgação
HIMALAYAN. Moto mais vendida da Royal Enfield em novembro. Foto: Divulgação

Vendas de motos disparam em novembro de 2025; veja o ranking e a comparação com 2024

O mercado brasileiro de motocicletas encerrou novembro de 2025 em forte expansão. Foram emplacadas 180.601 motos, número 22,84% superior ao registrado em novembro de 2024, quando o setor somou 147.019 unidades. O aquecimento do mercado impulsionou principalmente as marcas emergentes, que cresceram bem acima da média geral.

A Honda segue soberana na liderança, enquanto a Yamaha foi a única entre as dez primeiras colocadas a registrar queda no comparativo anual. Já marcas como Royal Enfield, Bajaj, Mottu, Avelloz e Shineray tiveram avanços expressivos, refletindo a diversificação da frota e a alta procura por motos econômicas, de nicho e voltadas para locação.

Top 10 marcas de motos: novembro de 2025 x novembro de 2024

Confira o desempenho das dez marcas que mais venderam motos no Brasil em novembro, com o volume absoluto de emplacamentos e a variação em relação ao mesmo mês de 2024.

Posição Marca Novembro 2025 (unid.) Novembro 2024 (unid.) Diferença Variação
Honda 120.249 97.823 +22.426 +22,92%
Yamaha 23.410 25.194 -1.784 -7,07%
Shineray 11.029 7.395 +3.634 +49,14%
Mottu 9.202 5.444 +3.758 +69,05%
Avelloz 3.022 1.864 +1.158 +62,10%
Bajaj 2.835 1.565 +1.270 +81,18%
Royal Enfield 2.805 1.452 +1.353 +93,20%
Haojue 2.034 1.307 +727 +55,63%
BMW 1.387 1.163 +224 +19,26%
10º Triumph 1.210 1.155 +55 +4,76%

Destaques do desempenho por marca

Honda cresce no mesmo ritmo do mercado

Líder isolada, a Honda aumentou suas vendas em mais de 22 mil unidades na comparação com novembro de 2024, um avanço de 22,9% que acompanha de perto o crescimento geral do setor. A marca manteve participação próxima de 66,6% e segue como referência absoluta no segmento de motos de baixa e média cilindrada.

Yamaha perde volume e espaço

Na vice-liderança, a Yamaha foi a única marca do Top 10 a registrar queda. As vendas recuaram 7,07% em relação ao mesmo mês do ano passado, com perda de participação de mercado. Ainda assim, a fabricante segue sólida na segunda posição, apoiada em modelos consagrados no uso urbano e em motos de média cilindrada.

Marcas emergentes disparam

Entre as marcas que mais ganharam espaço, chamam atenção os crescimentos expressivos de Royal Enfield, Bajaj, Mottu, Avelloz e Shineray. Todas tiveram avanços muito superiores à média do mercado.

  • Royal Enfield: salto de 1.452 para 2.805 unidades, alta de 93,2%.
  • Bajaj: crescimento de 81,2%, passando de 1.565 para 2.835 unidades.
  • Mottu: avanço de 69,0%, impulsionado pelo segmento de locação e entregas.
  • Avelloz: aumento de 62,1%, com foco em modelos elétricos e urbanos.
  • Shineray: alta de 49,1%, consolidando presença no segmento de entrada.

Esses resultados mostram como o consumidor brasileiro está diversificando suas escolhas, testando novas marcas e formatos de uso, inclusive com forte presença de frotas para aplicativos de entrega e serviços por assinatura.

Segmento premium mantém trajetória de alta

No nicho de alta cilindrada e motos premium, BMW e Triumph registraram crescimento moderado, mas consistente. A BMW aumentou suas vendas em 19,26%, enquanto a Triumph avançou 4,76%, sustentando um público fiel em busca de desempenho, tecnologia e exclusividade.

Mercado de motos mais aquecido e diversificado

Os números de novembro de 2025 confirmam um cenário de mercado aquecido e cada vez mais diversificado. A forte liderança da Honda continua, mas as marcas emergentes ganham espaço rapidamente, pressionando a concorrência e ampliando as opções para o consumidor.

Com o aumento da demanda por mobilidade individual, trabalho em aplicativos e soluções de transporte mais econômicas, a expectativa é de que a disputa entre as principais fabricantes siga intensa em 2026, com novos lançamentos, mais motos elétricas e estratégias agressivas de financiamento e pós-venda.

Fonte: Fenabrave. Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial.

Back to top