SWISS transforma A220-100 em doadores de peças após falhas nos motores

A220-100. Foto: Wikimedia
A220-100. Foto: Wikimedia

ZURIQUE, Suíça — 30 de outubro de 2025 — A companhia aérea SWISS International Air Lines anunciou a suspensão imediata de todos os voos com seus nove Airbus A220-100, após enfrentar dificuldades persistentes com os motores Pratt & Whitney PW1500G.

Os aviões deixarão de voar e servirão como “doadores de motores” para manter em operação os modelos maiores A220-300, atualmente considerados mais estratégicos para a companhia.
Segundo a empresa, os motores PW1524G e PW1524G-3 instalados nas duas versões da aeronave são praticamente idênticos, o que permite a transferência direta de um modelo para outro.

“Os motores do Airbus A220 mostram sinais prematuros de desgaste, exigindo revisões completas e longos períodos de manutenção. Diante dessa realidade, decidimos tomar uma medida radical: suspender temporariamente a operação de todos os A220-100”, afirmou Dennis Weber, diretor financeiro da SWISS, em coletiva de imprensa realizada na quinta-feira.

Weber destacou que as dificuldades de manutenção devem perdurar por pelo menos 18 meses, período durante o qual a empresa priorizará a confiabilidade operacional de sua frota principal.

De pioneira a restruturada

A220-100. Foto: Wikimedia
O A220-100 tornou-se símbolo da modernização da frota da empresa. Foto: Wikimedia

A SWISS foi a primeira companhia aérea do mundo a operar o modelo, ainda sob o nome Bombardier CSeries, em 2016. O A220-100 tornou-se símbolo da modernização da frota da empresa, especialmente em rotas curtas e desafiadoras, como os voos para o aeroporto de Londres City, conhecido por sua rampa íngreme de aproximação.

Essas rotas agora serão assumidas pela Helvetic Airways, que opera Embraer E2, aeronave certificada para o aeroporto britânico.

A crise dos motores Pratt & Whitney

A220-300. Foto: Wikimedia
A220-300. Foto: Wikimedia

Os motores PW1500G, desenvolvidos pela Pratt & Whitney, enfrentam uma série de problemas técnicos que têm afetado diversas companhias ao redor do mundo. Estima-se que cerca de um quarto dos A220 e E2 equipados com essa família de motores estejam fora de operação por necessidade de revisões não planejadas.

No caso da SWISS, a decisão de canibalizar os A220-100 visa reduzir o impacto dessas paradas na malha aérea, assegurando a disponibilidade dos A220-300, que possuem maior capacidade e alcance.

Apesar da suspensão, a companhia afirmou que não venderá as aeronaves e que elas permanecerão em reserva técnica, podendo voltar a voar no futuro, caso a disponibilidade de motores e peças seja normalizada.

Fonte e imagens: SWISS | Wikimedia. Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial.

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